segunda-feira, 19 de março de 2012

Três são mortos em confronto de traficantes na Rocinha:

Três homens foram mortos a tiros e um outro foi baleado, no início da madrugada desta segunda-feira, na Favela da Rocinha, em São Conrado, Zona Sul do Rio. De acordo com as primeiras investigações da polícia, o confronto teria ocorrido entre remanescentes da quadrilha do traficante Antonio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, ex-chefe do tráfico de drogas na comunidade, ou com bandidos rivais que estariam tentando se estabelecer no local. A favela está ocupada há quatro meses pela PM.

De acordo com o Batalhão de Choque (BPChoque), a situação é tranquila na Rocinha no início da manhã desta segunda-feira. O batalhão está com o policiamento reforçado na comunidade. Homens do Batalhão de Operações Especiais (Bope) também estão seguindo para o local, ainda segundo o BPChoque.
Segundo policiais do Grupamento Tático de Motociclistas (GTM) do BPChoque, que particpam da ocupação da comunidade, eles foram até a localidade conhecida como Campina Macega, por volta de 1h, após ouvir uma intensa troca de tiros. Na Rua Dois, eles encontram um homem morto e próximo ao local uma casa arrombada. No imóvel foram encontradas cinco pistolas municiadas - sendo quatro 9mm e uma calibre 45 - três granadas, 254 munições para pistola 9mm, 1.505 sacolés de cocaína, material para endolação, um radiotransmissor e dois cadernos com anotações do tráfico.

Com a chegada do reforço, os PMs encontraram mais um corpo na Rua Dois e outro na Rua Três. Segundo um policial do BPChoque, o pai de um dos mortos esteve no local. Ele teria confirmado que o filho tem ligação com o tráfico de drogas e teria integrado a quadrilha que controlava os pontos de venda de entorpecentes antes de Nem se tornar o chefe. Policiais da Divisão de Homicídios (DH) periciaram o local e assumiram as investigações.

Os mortos foram identificados como Rafael Pacheco de Souza, Leandro Santos Braga e o terceiro apenas pelo vulgo de Girino. O homem ferido está internado no Hospital Miguel Couto, na Gávea. Ele ainda não foi identificado. Segundo a sala de polícia da unidade, o estado de saúde dele é estável.

Nem foi preso dentro do porta-malas de um carro, na madrugada do dia 10 de novembro do ano passado, após deixar a Favela da Rocinha. Três dias depois, a comunidade foi ocupada pelas forças de segurança do Rio sem o disparo de um único tiro. Após nove dias preso no presídio de segurança máxima de Bangu 1, ele foi transferido para o presídio dfederal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, onde cumpre pena.

Fonte: Jornal O dia

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